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Vai e não volta

Vês?

Vem e exagera,
me venera
e não espera Leia o resto deste post

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O pálido ponto azul

Não vou dizer nada, não.  Vou deixar um vídeo que diz tudo.

Um vídeo que foi, generosamente, compartilhado comigo pelo Maurício Bittencourt. É, Mau, entendi o que disseste. Entendi mais do que eu pensava! Perspectiva, meu caro. Os problemas são do tamanho que damos a eles. E as pessoas? Também.

Desfrutem e reflitam!

Despropague-se, Propaganda

Propaganda de primeira,
funciona como prosa.
muita coisa verdadeira
e muita coisa mentirosa

O povo é influenciado,
compra o que se manda
com prazo prorrogado,
tudo que vê na propaganda

Propaganda de carros caros,
muitos eu nem lembro o nome
em um país com poucos milionários,
famílias inteiras morrem de fome.

Propaganda atinge toda gente:
Adultos,crianças,adolescentes,
querem produtos que os deixem contentes
tirando dinheiro do povo que nem sente

Boneca que fala, escada que dobra
gente que se dobra a quem só os enrola
fácil pra quem vende e depois só cobra;
ruim pro trabalhador, que paga com esmola.

E aí, ja vai virando uma ironia,
pois a grande maioria é enganada
e continua vivendo seu dia a dia
Como se não acontecesse nada!

Autoria de:

Essa é uma pequena parte dos integrantes do #SarauVirtual. Já falei sobre isso, tempos atrás, lembra? Essa é nossa mais nova criação coletiva. Nasceu agorinha, ainda está fresquinha! Aproveitem, sigam-nos no Twitter e todos eles tem blogs que eu recomendo e muuuito a leitura!!!

É bom encontrar jovens talentos tão queridos como esses e mais do que isso, são os amigos mais nordestinos (ou quase isso, né Mau? ;D) que eu poderia ter. Adoro todos!

Beijo, pessoas!

#SarauVirtual

Já estava com o post de hoje prontinho quando tive uma surpresinha…

O @fc_galldino publicou no blog do #SarauVirtual um poeminha dos meus. Ficou meio bobinho, já que o verso não é meu forte. Ando me arriscando no gênero e, geralmente, são curtinhos. Mas, então, não vou falar de mim, é chato! Vou falar da idéia incrível que o querido Maurício Bittencourt teve: Sarau Virtual.

O Sarau Virtual é um projeto para jovens escritores, nasceu no Twitter e é marcada pela hashtag #SarauVirtual. Idealizada pelo administrador de um dos fã-clubes de Galldino, exímio violinista, cantor, poeta, e integrante d’O Teatro Mágico. Desde então, vários de seus fãs e seguidores enviam suas produções literárias para @fc_galldino, que as publica no blog criado especialmente para isso.

Aproveita e dá uma passadinha lá no blog! Há vários talentos escondidos por aí e se tu tiveres um poema, uma crônica ou uma idéia na gaveta, manda pro fc_galldino@hotmail.com Sempre é bom ler algo que nos agregue!

Os links:

Não preciso dizer que sou fã de ambos, né?

Ah é!! Já ia esquecendo… O link permanente do poeminha: Desamor

A gaiola de Paiola

Existe o mar de Mariana, mas, no mundo de
Ândria,são os parapeitos que exalam aromas
e os pessegueiros que cantam poesias.

Embora o sol brilhasse, o dia estava frio. O vento soprava constante. Eu atravessava uma das praças do centro da cidade a pensar, olhei para o céu a procura de algum indício de mudanças no clima, mas o que vi foi uma revoada de pássaros lá no alto. Tão lindo vê-los, assim, voando em sua formação de “V” característica.

Encolhi, ainda mais, o pescoço em meu cachecol tentando escapar do vento frio de agosto. Por entre as lentes escuras dos óculos foi que o vi. Um pequeno pássaro cinzento, acabara de pousar nos ladrilhos a minha frente. Instintivamente parei. Não queria assustá-lo. Pensei em contorná-lo e seguir meu caminho. Não consegui.

Fiquei ali parada. Decidi sentar-me num dos bancos de ferro. Estava gelado, mas não importava. Enquanto o observava, pensei em outro passarinho que conheci tempos atrás. Passarinha, na verdade. Era assim que a via, pernas longas e fininhas, penugem castanho-cinzenta, olhos pretos e redondos.

Diferente daquele que passeava bicando aqui e ali as folhas no chão, aquela passarinha estava presa. Em sua gaiola, fizera um ninho para ela e seu filhotinho. Passavam os dias a cantarolar entre suas maçãs e bananas prata. Parecia delicada, mas eu sabia que era mais forte do que se imaginava.

Triste é ver passarinho preso em gaiola, mas não essa menina-mulher. Ninguém prende um espírito livre. Nossa imaginação a manteria longe daquele lugar. Passearíamos por entre os meus pomares, filas e filas de árvores com flores cor de rosa. Ali, mais adiante ia o menino de olhos redondos como os dela. Corria naquele passo que só os pequeninos conseguem. Meio tropicante, meio puladinho.

Eu os via dentro de minha cabeça e não me vi ave de rapina. Seria como na canção, brincaríamos entre os campos das nossas idéias. Hoje, éramos duas passarinhas a voar perdidas. Mas enquanto eu tivesse imaginação, voaríamos juntas.