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Paradoxo

Desde menina ela corria a frente do tempo. Sempre que perguntavam, dizia que tinha um ano a mais do que seu registro de nascimento afirmava. Meses antes de seu aniversário, já assumia a nova idade. Não sabia, exatamente, quando começara com isso. O fato é que lá estava o hábito.

“Coisa de criança” diziam os mais velhos. Afinal, elas é que tem vontade de crescer logo ou de aparentar mais velhas do que eram. O problema é que seu corpo lhe desmentia. Sempre fora a menor da turma. A mais nova também. Talvez por isso, quisesse que o tempo passasse logo. Queria alcançar as amigas. Ser da mesma idade que elas e desenvolver o corpo como o delas. Escondera-se demais em calças largas, que aumentavam quadris e blusas que simulavam volume onde não existia. Uma ilusão de ótica falha, que não enganava nem o espelho, quanto mais outras pessoas. Leia o resto deste post

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Aflita

Aflitiva era a palavra que procurava. A situação em que se encontrava era aflitiva, sem mais delongas. Ela dissera a ele para não se apaixonar, para não esperar nada dela. Mas ele esperou! E esperou… Esperou… Esperou…

Feliz dia, mamães!

 Eu não sou mãe, mas sou chefe. Comando 19 pessoas divididas em quatro equipes, dentro de dois restaurantes nos turnos do almoço e janta. Sou chefe 24 horas por dia! Isso é quase como ser mãe, não é? Leia o resto deste post

Poeira

Abriu as janelas e deixou o vento entrar. A poeira se instalou nos cantos da sala, por cima da poeira já antiga que não tinha sido removida. Deitada no sofá de meias de lã e pijamas, ela encarava o teto com uma taça nas mãos. Deixa entrar. Leia o resto deste post

Na mira…

 

A quem interessar possa, Leia o resto deste post

Chains

Chains, upload feito originalmente por Andria Ortiz.

 

Reticências

as troquei por pontos:
finais, se já não os quero;
exclamação, se os deixo tontos;
interrogação, se por alguém espero. Leia o resto deste post

E ontem…

.

 

No quarto dele…


…ela não pode conter o  pensamento,
“certas coisas são como andar de bicicleta”
mordeu o lábio e quase gritou:

─  Olha, sem as mãos!

Marido ciumento

Enquanto ele gritava e gesticulava, como só os italianos conseguem fazer, ela esperava sentada na poltrona. A raiva fazia latejar as têmporas e enrubescer o rosto do marido. Andava de lá para cá, como se não pudesse ficar parado.

Na verdade, discursava. Qualquer político morreria para ser efusivo como ele era. Energia despendida com fervor. Palavras eram arremessadas sem piedade. Atravessando o curto espaço entre eles, chegando a poltrona onde ela se encontrava. Leia o resto deste post

E por dentro?

Lindos, né?

Vermelhos e cobertos por chocolate. Apetitosos, de dar água na boca. Mas talvez… Só talvez,  a doçura esteja somente por fora para mascarar que por dentro, não há nada.

Morda-os…

Porém, não garanto que dentro não sejam nem tão macios ou suculentos, assim. Só um grande interior branco e sem sabor.

C’est la vie, Alice… It’s just the f*cking life, my dear!