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A formiga e a cigarra

Era uma vez uma formiga carpideira. Dessas cujo trabalho no formigueiro é buscar coisas. Passa o dia a caminhar no sol para juntar coisas. Não pode ver um pedacinho de madeira podre, já corre pra buscar. Uma pedrinha reluzente? Boa pra carregar. Areia!!! Lindo, vou já levantar. Leia o resto deste post

O tempo e o homem

Ele nasceu no interior e nunca conheceu a mãe biológica. A infância não foi fácil, mas ninguém sabe muito a respeito. Somente que foi adotado por alguém que cuidou dele, deu-lhe um nome, uma casa e amor. Cresceu sem registro de nascimento. Era mais um brasileirinho dos muitos que ainda não se conhece existência. Leia o resto deste post

Orquestra Unisinos toca Clássicos do Cinema

Minha primeira experiência com eventos desse tipo. Achei bem difícil… Eu explico: o palco super iluminado e escuridão ao redor somados ao fato de que não se pode chegar muito perto dos músicos e não se pode passar na frente das pessoas. Além de me faltar técnica e não estar habituada com a Canon 50D, resultaram nisso. Quase 200 fotos e só se aproveita essa daí (que nem ficou tão boa assim). As outras ou ficaram sem foco, granularam, ou ainda “estouraram” (ficaram brancas demais ou amareladas).

– Bem vinda ao mundo fotográfico! – alguém me disse.

É, bem vinda! Mas um dia eu chego lá… 😀

 

P.S.: Só eu achei aquele músico da esquerda a cara do Marco Luque? ;D

Poeira

Abriu as janelas e deixou o vento entrar. A poeira se instalou nos cantos da sala, por cima da poeira já antiga que não tinha sido removida. Deitada no sofá de meias de lã e pijamas, ela encarava o teto com uma taça nas mãos. Deixa entrar. Leia o resto deste post

Roda Gigante

 

Roda Gigante, upload feito originalmente por Andria Ortiz.

Com você eu consigo enxergar bem mais longe
Fica tão colorido mesmo muito distante
Parece que o tempo todo passou nesse instante
O mundo inteiro girando como uma roda-gigante 

E eu não quero mais descer
Não tenho medo de você

Eu não preciso falar e você esta me entendendo
Eu só preciso te olhar e sei o que esta acontecendo
Até parece um sonho, mas estou acordado
Se estou com meus pés no chão posso voar bem mais alto

E eu não quero mais descer
Não tenho medo de você
Eu só preciso de você
Não tenho medo de me perder por aí
Para ouvir essa música da Cachorro Grande:

As escolhas de Nuno

 

Era uma vez, um rapaz chamado Nuno.

Quando Nuno tomava uma decisão, não havia ninguém que o fizesse mudá-la. É uma característica notável e de grande valia, mas o homem era radical. Há anos, ele só tomava sorvete de pistache, só ouvia MPB e não bebia nada, além de suco de caju. Também não viajava a lugar algum, nunca saira de sua cidadezinha no interior. Não usava telefone celular e tomava três banhos por dia. Leia o resto deste post

A permanência

Ela ficou.

Pensou muito a respeito e decidiu ficar. Disse não a proposta irrecusável de emprego e abandonara a grande oportunidade de sair da cidade natal. Ela sempre quisera ir, mas esse não era o momento.  A vida ali, não era a que ela queria, mas não se sentia pronta para deixar os pais, os amigos, o namorado e o conforto de sua casa. Leia o resto deste post

Tempo perdido

Podem dizer que estou muito musical essa semana, o fato é que eu estou! Estou cantando pelos cotovelos, há dias. Eu ia postar um texto que estava escrevendo, mas de uma hora para a outra… Puft! Deixou de ser importante. A mudança toda se deve a uma música que acabei de ouvir. Daquelas que faz parte da playlist a vida inteira. Algumas saem, outras entram, mas há essa ou aquela que nunca perdem seu brilho.

Começando do início, deu vontade de ouvir Legião Urbana. Fácil, né? Leia o resto deste post

Trilha sonora

Acabo de ler uma crônica do Y.M. Barbosa sobre Trilhas sonoras, que me levou a pensar em músicas. Lá, ele fala que acha interessante quando as pessoas dizem que vida deveria ter trilha sonora.

Eu também tenho minha opinião a respeito. A minha vida, de fato, tem trilha sonora. Não é brincadeira, não! Bom, que a minha cabeça faz umas associações esquisitas nos momentos mais inapropriados, não é segredo pra ninguém. Quanto a música também, é como se estivesse ligada sempre na função random!

Ah, é! Teve até dancinha de toga no palco!

Dias atrás, estava eu a conversar com um amigo no MSN e ele me diz: “preciso ir, tenho coisas a fazer antes de dormir”. Uma frase comum, normal a quem dá tchau, sem dar tchau. Na minha cabeça instantaneamente, tocou: “não se vá, não me abandone, por favor…” Gente, que é isso? Eu nem gosto dessa música, nunca penso nela e porque surgiu na minha cabeça, sem pedir licença? Socorro!

Ou então, ontem, estava a passear pelo You Tube quando, não mais que de repente, me deparo com “Lips like sugar“, numa versão do Coldplay, que bombou nas rádios no inicio do milênio, em 2002, pra ser exata. Automaticamente, surgiu uma imagem bem vívida, clara como aquela piscina. Nós, um casalzinho de adolescentes a trocar beijos no terraço a luz da lua. Olha, que romântico! Depois de pensar um pouco, conclui que na festinha, lá dentro, devia estar tocando isso. Só pode!

E naquela festa a fantasia, uma “Segunda sem lei”, noite em que o cantor abria o microfone pra quem quisesse cantar. Estávamos acompanhadas de um músico famosinho na cidade e fã incondicional de Beatles. Ele pegou o violão, cantou: “She loves you...” E nós desafinamos no backing vocal, um: “Yeah, yeah, yeah”. É possivel, alguem desafinar um yeah? Bom, não sei, mas foi divertido. Um John Lennon e 4 mosqueteiras.

Semana passada, saí para um Pub aqui da cidade, que geralmente toca rock clássico. E, nesse dia, no palco estava uma banda que eu não conhecia. Vocal feminino, gosto muito! E, por consequência, muita Alanis Morissette, Cranberries e outras muitas músicas “de mulher”, como elucidou o garçom. Lá pelas tantas, a moça trocou o microfone de mão e o guitarrista solou um Rush, que ela acompanhou dignamente, diga-se de passagem. Dizer que não me lembrou nada, seria mentira.

A trilha da formatura mesmo, quanta gente se escabela pensando e revirando a playlist atrás de algo que as defina! Meu Deus, como assim? Eu nunca poderia ser definida em uma, única, música. Talvez, se eu tivesse tempo, tocaria todas as 4h de músicas,  com toda aquela gente meio entediada, meio sonolenta, lá embaixo. Certamente, animaria o público. Nem preciso falar que ouço de tudo um pouco, né?

Nesse contexto, não escolhi minha trilha para o auge da faculdade, o tão esperado fim dela! A música foi quem me escolheu. Recebi meu canudo ao som de “Pure Shores“, do grupo All Saints. Vocal feminino, já disse que gosto? Pois é. Daí perguntaram por que essa? Ora, porque… Porque…

Porque eu gosto, ué?! Talvez porque foge do comum a formaturas, porque quase ninguém conhece. E, porque ela ainda não fizesse parte de nenhum momento importante da minha vida e faz tão bem pra mim. Quis torná-la, oficialmente, importante! Não. Esses não são porques legais, embora verdadeiros. Porque… Porque…

Por que todo “por que” separado com acento, ou sem ele, tem de ser acompanhado por um “porque” junto e sem acento? Por que essa trilha sonora?

Ah, porque sim!

Pretérito perfeito

Eu perdi, eu não vi, eu nasci… Na época errada!

Queria ter assistido Mattew Broderick “Curtindo a vida adoidado” na estréia nos cinemas. Ou cantar com Jon Cryer (muito antes de ser um pai divorciado e barrigudinho em Two and a Half Man) tentando impressionar a personagem de Molly Ringwald em  “A garota de rosa shocking”. E até, imitar o Tom Hanks pulando no piano gigante de “Quero ser grande”.

Eu poderia ter suspirado pelo Tom Cruise em “Ases Indomáveis”, em vez de assistí-lo reprisar, incontáveis vezes, na Sessão da Tarde. Eu não sou louca pelo Tom Cruise, nem o acho o mais gostosão de todos, mas eu gosto de motocicletas e raybans! Além do que, minha adolescência poderia ter passado sem o Nick Carter e seus amigos.

Eu era pra ter virado noites com Billy Idol, na década de 80 com Dancing with myself ou namorado ao som de “Eyes without a face”. Embora, meia de lurex, permanente no cabelo e esmalte fluor não sejam os meus favoritos, não me importaria muito, se tivesse sido ‘escandalizada’ com a Madonna e seus sutiãs pontudos.

Os anos 80, assim como toda e qualquer época, tiveram seus altos e baixos. Poderia passar horas aqui dizendo o que queria ter visto em seu lançamento. Podem achar bobagem, mas sinto que perdi uma parte da cultura POP. São as velhas saudades do que não vi, de um passado que não tive por uma questão biológica.

Eu perdi o pretérito perfeito!

P.S.: Pra compensar, vou dormir ouvindo “I melt with you” do Modern English e da próxima vez, falo do que perdi nos anos 70.

Tudo novo!

Hoje é 21 de setembro!

Ok! Grande coisa!

Hoje não há nada de muito importante, mas ontem… Ah, o 20 de setembro!!! Data máxima para meu povo gaúcho. Dia de exaltar a ânsia de um povo por liberdade. A luta, o sofrimento, mas nunca a desistência. Foram 10 anos de Revolução Farroupilha e, ontem, foi dia de homenagear nossos soldados farrapos.

Como eu não podia deixar passar, também foi o dia do lançamento da pedra fundamental do estádio do imortal tricolor Grêmio Foot-ball Porto-Alegrense, que mesmo não estando em boa fase, também não desistirá.

Além de todos esses motivos de festa, caso não tenhas percebido,  estamos de casa nova. Uma mudança de endereço do consultório. Pintamos as paredes,  trocamos os assoalhos e agora estamos aqui. Clean e minimalista. Demorou um pouco e ainda não está como quero e, infelizmente, meu tempo anda curto. Tenho que dar um jeito na vida, né?!

Pois é… Novo domínio para um blog que ganha um novo formato. Apartir de agora, além das crônicas, vou postar tudo que der vontade! Vídeos, citações, sonhos malucos. Nem sempre serão bem elaboradinhos como gosto, visados e revisados, menos rebuscaDinha. #piadainterna Enfim, provavelmente, sejam mais dinâmicos e verdadeiros. Mais, tipo  assim, como eu!

Mulher de falas, nem sempre pensamentos. ;D

Então para comemorarmos tudo isso, poderia ter escrito um texto digno, mas na máxima aquela de que uma imagem vale mais do que mil palavras, os deixo com 2 vídeos para apreciarem sem moderação!!!

O primeiro é o Hino do Rio Grande do Sul. Como há várias pessoas que acessam o blog que não são daqui, já aviso: não esperem o formato normal de hinos. Aqui no estado, o hino faz parte do nosso dia-a-dia. É uma composição para ouvir e cantar sempre!

O segundo é Céu, Sol, Sul, Terra e Cor. Que é uma das músicas mais lembradas pelos gaúchos e uma das minhas favoritas! Interpretada por vários artistas, nos mais diversos cantos do estado. Lembrando que Joca Martins, gravou na Charqueada São João e o Grupo Tholl, gravou sua parte no Chafariz das Nereidas, centro de Pelotas.

Assistam, porque isso é poesia, meu povo!

Hino Sul Rio-Grandense por Wilson Paim>

Céu, Sol, Sul, Terra e Cor – Clipe Teledomingo da RBS TV