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Leve!

Eles eram diferentes. Sempre foram, mas não perceberam. Ou perceberam, mas fingiram não ser importante. Tinham um ou outro gosto parecido, mas tinham uma afinidade indiscutível: gostavam um do outro.

Sempre gostaram. Desde o primeiro momento em que se viram.Bom, pelo menos no momento em que ela o viu, gostou. Energia. Das boas, muito boas. Conversa vai, conversa vem. A coisa fluiu legal, sem pressa, sem pressão. Tudo ao seu tempo. Leia o resto deste post

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Gordos

Ele foi olhar a caixa do correio e encontrou o milésimo panfleto de propaganda do último mês. Outra pizzaria. Continha as mesmas informações básicas: sabores, tamanhos, horário de atendimento, localização, o site e o telefone para contato.

Ela, sentada no sofá, olhou de relance e disse: Leia o resto deste post

Aflita

Aflitiva era a palavra que procurava. A situação em que se encontrava era aflitiva, sem mais delongas. Ela dissera a ele para não se apaixonar, para não esperar nada dela. Mas ele esperou! E esperou… Esperou… Esperou…

Peixes pescadores

Feliz dia dos namorados... Er... Ahn... Atrasadinho!

Olhos vidrados em uma tela, coração e mente abertos. Ambos apaixonados por imagens, ela a buscá-las, ele a produzi-las. Ambos amantes das letras, ele homem de exemplos, ela mulher de metáforas. Vídeos pra cá, áudios pra lá. Pessoa indo, Neruda vindo. Florbela a ilustrar, Clarice a revidar. Leia o resto deste post

Yul Barbosa

Yul, upload feito originalmente por Andria Ortiz.

Meu professor particular de fotografia e, que por ‘acasomente’ é meu namorado!!! *-*

Madrugando

Sábado a noite, enquanto rolava aquela cervejinha gelada, ele perguntou porque eu gostava da noite, respondeu o de sempre: Silêncio! Eu gosto do silêncio. Uma reposta genérica, mas que não deixava de ser verdadeira.

 “Mas faz o que na madrugada?” Ah, vejo filmes pornôs e penso em sexo selvagem. Isso era que ele queria ouvir, por isso eu o disse e ri. Ele também riu, obviamente, não levando a sério. Quem levaria? Ok, não responda. Prefiro não saber. Leia o resto deste post

O bloco

Lá estava ele.

Lindo, forte e frio. A luz do sol reluzia na pele clara. Parado na sacada do quarto, ele olhava para algo. De onde estava, pude perceber a sombra que formava. Leia o resto deste post

Vai e não volta

Vês?

Vem e exagera,
me venera
e não espera Leia o resto deste post

Tranquilidade

Eu e meus sonhos estranhos com pessoas aleatórias. Desta vez, sonhei que chovia. Não era uma tempestade, era mais como a chuva fina e constante que cai durante grande parte do ano na cidade.

Lembro de sentir sono, muito sono. Arrastava as pernas enquanto descia as escadas e seguia o fluxo de alunos barulhentos. Os olhos mal conseguiam se manter abertos, mas conhecia tão bem aqueles corredores, que poderia andar por eles sem, de fato, vê-los. Além de um livro, carregava o antigo fichário preto, bordado em letras cor-de-rosa. Era um fardo pesado e eu estava cansada. Leia o resto deste post

A partida

Ela foi.

Pensou muito antes de tomar a decisão, mas acabou indo. Todas as pessoas que lhe importavam diziam que ela deveria ir. Uma oportunidade dessas não bate duas vezes na porta, mas isso ela só entenderia muito tempo depois. Empregos não caem do céu e ela deveria ter desconfiado desde o inicio. O que vem fácil, vai fácil, não é o que dizem? Leia o resto deste post

Corpo são, mente…

Ela era do tipo de mulher competitiva. Nada, nem ninguém era páreo para seu ego. Nunca entrava em briga que não pudesse ganhar e não havia muitas brigas que ela recusasse.

Todos os dias, calçava os tênis, prendia o mp3player na braçadeira e saía para correr. Tinha um trato com seu corpo. Corria para o mais longe possível, até que as pernas não pudessem dar um passo a mais e os pulmões estivessem prestes a explodir. Depois disso, diminuía o ritmo e caminhava até restabelecer seu controle. Só então, ia até o ponto de ônibus para voltar. Leia o resto deste post

Pessegueiro

Ela era alguém que nunca vi ao vivo. Não passa de pixels numa tela e de pensamentos aleatórios. Mas uma dor tão palpável por um motivo tão comum e ao mesmo tempo tão individual. A dor dela é ele… Meu ele!

Ele que, hoje, é minha dor também. Duas dores diferentes. Sinto falta do que ele poderia ter feito e ela sente falta do que achou que ele fez! Isso nos faz tão desconfortavelmente semelhantes. Temos algo em comum, nós o temos. Nosso ele!

Noite passada, sonhei compessegueiro em flor ela! Uma novidade pra mim... Contra todo o bom senso existente, sonhei com ela. Alguém que anda na contramão da minha via. Eu que sempre estive a léguas de distância do corpo dele, enquanto ela sempre esteve longe de seus pensamentos. Por muito tempo, uma teve o que a outra queria e nenhuma das duas jamais teria.

Sonhei que estávamos em uma varanda sem parapeito, no segundo andar de uma casa antiga. Sentadas no chão a balançar as pernas no vazio. Uma estranha sensação de distância, apesar da proximidade dos corpos. Observávamos o horizonte, através dos galhos de um pessegueiro em flor. Uma luz confortante em tons de amarelo, rosa e púrpura. O calor do sol a aquecer a pele e o vento a desanuviar a raiva latente.

Era o pôr-do-sol que eu planejara assistir com ele. E, no entanto, nunca sonhei… Assisti com ela! Sentada a seu lado, percebi que não era ciúme, era territorialismo. Não sei se trocamos palavras, não reconheceria sua voz. Não sei se ela sentiu o que senti. Nem, ao menos sei, se ela pensa em mim. Sei, apenas, da sensação de harmonia que senti ao encontrar uma alma irmã. Hoje, acordei livre… Acordei em paz!