Arquivo da categoria: contos

Leve!

Eles eram diferentes. Sempre foram, mas não perceberam. Ou perceberam, mas fingiram não ser importante. Tinham um ou outro gosto parecido, mas tinham uma afinidade indiscutível: gostavam um do outro.

Sempre gostaram. Desde o primeiro momento em que se viram.Bom, pelo menos no momento em que ela o viu, gostou. Energia. Das boas, muito boas. Conversa vai, conversa vem. A coisa fluiu legal, sem pressa, sem pressão. Tudo ao seu tempo. Leia o resto deste post

Gordos

Ele foi olhar a caixa do correio e encontrou o milésimo panfleto de propaganda do último mês. Outra pizzaria. Continha as mesmas informações básicas: sabores, tamanhos, horário de atendimento, localização, o site e o telefone para contato.

Ela, sentada no sofá, olhou de relance e disse: Leia o resto deste post

Desejos

Ali estava ele, segurando um bolinho de chocolate com uma vela acesa no topo, perguntando:

— E então? Faz um desejo. O que você quer?

Ela olhou para longe e pensou na vida.

Era uma menina que tinha pais incríveis e irmãos meio chatos, mas todos eles são. Tinha amigos maravilhosos, como ele que estava a sua frente. Estudava em uma escola boa por esforço próprio e tinha uma vaga idéia do que queria para o futuro. Pra que se preocupar com ele, um dia acontece e vira presente. De grego, às vezes, mas o importante era saber lidar com as conseqüências. Leia o resto deste post

Amorte

Ele a odiava.

Nem sempre fora assim, casaram-se, viveram 2 anos em clima de lua de mel. Depois vieram os filhos e o casamento descera, como uma bola de neve, morro abaixo. Nunca pensaram em divórcio “pelo bem das crianças”. Leia o resto deste post

Bad day

Maggie acordou irritada. Sentia dores no corpo e na cabeça. Sua habitual calma não estava com ela hoje. Levantou-se, prendeu o cabelo em um coque meio solto e lavou o rosto. Leia o resto deste post

Maggie & Louise

Amor? O que era isso? Nunca sentira, nem fazia questão de sentir. O mais próximo que chegara disso foi nos tempos de internato, onde se afeiçoara a menina da cama ao lado. Eram amigas e haviam fugido várias vezes de seu dormitório para fumar escondidas em um dos jardins da escola. Riam de suas próprias piadas e flertavam com os rapazes nos raros passeios pelo vilarejo onde se encontrava o internato. Leia o resto deste post

Maggie

Desde sempre fora responsável, madura pra idade que tinha. Aos 3 anos, lia escrevia e sabia matemática básica. Somar afazeres e diminuir criancices.

Criada num colégio interno para meninas, visitava os pais somente nas festas de fim de ano. As férias passavam na casa de campo, onde via seus progenitores sempre em meio a pessoas como eles, entre chás e licores. Esporadicamente, um beijo de boa-noite de seu pai, era o máximo que conseguia de afeto. Encolhia-se em sua cama, com sua boneca Suzanne e dormia encharcada em lágrimas. Leia o resto deste post