Arquivo mensal: outubro 2011

Leve!

Eles eram diferentes. Sempre foram, mas não perceberam. Ou perceberam, mas fingiram não ser importante. Tinham um ou outro gosto parecido, mas tinham uma afinidade indiscutível: gostavam um do outro.

Sempre gostaram. Desde o primeiro momento em que se viram.Bom, pelo menos no momento em que ela o viu, gostou. Energia. Das boas, muito boas. Conversa vai, conversa vem. A coisa fluiu legal, sem pressa, sem pressão. Tudo ao seu tempo. Leia o resto deste post

Anúncios

Paradoxo

Desde menina ela corria a frente do tempo. Sempre que perguntavam, dizia que tinha um ano a mais do que seu registro de nascimento afirmava. Meses antes de seu aniversário, já assumia a nova idade. Não sabia, exatamente, quando começara com isso. O fato é que lá estava o hábito.

“Coisa de criança” diziam os mais velhos. Afinal, elas é que tem vontade de crescer logo ou de aparentar mais velhas do que eram. O problema é que seu corpo lhe desmentia. Sempre fora a menor da turma. A mais nova também. Talvez por isso, quisesse que o tempo passasse logo. Queria alcançar as amigas. Ser da mesma idade que elas e desenvolver o corpo como o delas. Escondera-se demais em calças largas, que aumentavam quadris e blusas que simulavam volume onde não existia. Uma ilusão de ótica falha, que não enganava nem o espelho, quanto mais outras pessoas. Leia o resto deste post

A formiga e a cigarra

Era uma vez uma formiga carpideira. Dessas cujo trabalho no formigueiro é buscar coisas. Passa o dia a caminhar no sol para juntar coisas. Não pode ver um pedacinho de madeira podre, já corre pra buscar. Uma pedrinha reluzente? Boa pra carregar. Areia!!! Lindo, vou já levantar. Leia o resto deste post